Leuven abre nova rodada de investimento coletivo

Com valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de R$ 500 mil, a abertura da etapa ocorre em 8 de agosto

A primeira rodada de investimento coletivo na cervejaria de Piracicaba ocorreu no final de 2017 (Foto: Divulgação)

A primeira rodada de investimento coletivo na cervejaria de Piracicaba ocorreu no final de 2017 (Foto: Divulgação)

A Cervejaria Leuven, que há quase dois anos começou a financiar o seu crescimento por meio de "equity crowdfunding" (investimento coletivo), dá início neste 8 de agosto à sua terceira e possivelmente última rodada de investimento público, por meio da plataforma Kria. Esta operação tem como objetivo atingir a cifra de R$ 5 milhões, valor correspondente ao teto autorizado pela instrução 588 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O valor mínimo do investimento é de R$ 5 mil e o máximo foi estabelecido em R$ 500 mil. Como nas rodadas anteriores, uma reunião presencial para os novos investidores com o CEO da cervejaria, Gustavo Barreira, está marcada para o próximo dia 10, às 9h30min, na Galeria Florença da Usina Monte Alegre, em Piracicaba (SP). Na mesma ocasião Estácio Rodrigues, do Instituto da Cerveja, fará uma apresentação sobre o mercado de cervejas artesanais.

Nas operações anteriores da Leuven, entre 2017 e 2018, a cervejaria foi recordista em velocidade de captação em duas rodadas públicas de R$ 1,5 milhão cada uma. Gustavo Barreira informa que “os recursos do terceiro e, possivelmente, último crowdfunding da Leuven serão aplicados em capacidade produtiva, distribuição e marketing, preparando sua estrutura de negócios para a fusão com a Cervejaria Schornstein, de Santa Catarina”.

As fabricantes de cerveja artesanal Leuven (Piracicaba/SP) e Schornstein (Pomerode/SC) assinaram recentemente um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding - MoU) para formar a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) - saiba mais aqui.

A fusão tem como objetivo aumentar a distribuição das marcas no Brasil e ampliar o número de unidades de produção. Comercializadas atualmente em quase todos os Estados brasileiros, Leuven e Schornstein negociam também uma fábrica na Bahia para alavancar geograficamente sua presença no território nacional e, desta forma, alcançar novos mercados consumidores fora do eixo Sul-Sudeste.

A oportunidade deste terceiro crowdfunding da Leuven é relevante já que o segmento de cerveja artesanal vem se consolidando na última década como fenômeno em expansão no mercado brasileiro. Segundo registro da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), o número de fábricas aumentou 35% em 2018, o que demonstra o aquecimento do consumo.

Em entrevista recente ao jornal Valor Econômico, o presidente da Abracerva, Carlo Lapolli, declarou uma expectativa extremamente positiva para a bebida artesanal: a de que o segmento deve dobrar de tamanho no país nos próximos cinco anos.

Juntas, Leuven e Schornstein vêm para o mercado com uma estimativa de receita da ordem anual de R$ 30 milhões e com expectativa de crescimento de 40%. A capacidade de produção da CBCA ‘nasce’ com 220 mil litros mês e a meta é chegar próximo de R$ 300 mil até o fim de 2020.

Luiz Selke, sócio da cervejaria catarinense, destaca:

“Essa união de forças e competências é mais um grande passo na história de mais de 13 anos da Schornstein no mercado brasileiro da cerveja artesanal, fortalecendo ainda mais a nossa posição como uma das cervejarias mais respeitadas do país.”

Gustavo Barreira, CEO da Leuven, observa que a fusão permitirá “inverter a lógica atual: a de microcervejarias com grande capacidade produtiva concentrada em um único local e montar uma estrutura capilarizada, com fábricas de médio porte espalhadas pelo Brasil”.