Vale da Cerveja ganha associação

Entidade reúne 10 cervejarias de 5 municípios catarinenses e escola

Inauguração da entidade sem fins lucrativos ocorreu na Schornstein, em Pomerode (Foto: Divulgação)

Inauguração da entidade sem fins lucrativos ocorreu na Schornstein, em Pomerode (Foto: Divulgação)

Quando o assunto é cerveja artesanal, o Vale Europeu é uma das regiões mais conhecidas do país por reunir tradição e inovação. Além de algumas das marcas que deram início ao fortalecimento do segmnento no Brasil, ainda abriga o Festival Brasileiro da Cerveja, o Concurso Brasileiro de Cervejas e a Escola Superior de Cerveja e Malte. Santa Catarina foi o terceiro estado que mais cresceu em número de fábricas, e Blumenau está entre as 10 cidades que mais registraram novos rótulos em 2018, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para seguir com essa expansão e entender as pautas comuns a todos os negócios do setor, representantes de 10 cervejarias das cidades catarinenses de Blumenau, Gaspar, Indaial, Timbó e Pomerode criaram a Associação Vale da Cerveja. O lançamento oficial foi nesta segunda-feira (20), na Schornstein, em Pomerode (SC).

A entidade sem fins lucrativos tem como objetivos a aproximação das marcas para o fortalecimento do segmento na região, o estímulo ao turismo e o combate às práticas ilegais do setor, entre outros.

As cervejarias que integram o movimento são: Alles Blau, Balbúrdia, Berghain, Blauer Berg, Blumenau, Container, Das Bier, Hersing, Schornstein e Wunder Bier. Uma cerveja colaborativa entre todas elas, com o estilo Helles, será lançada nos próximos meses. O primeiro presidente é Daniel Reginatto, que segue à frente da associação até 2021.

De acordo com Reginatto, a mobilização nasceu da troca de experiências entre os gestores dos negócios e a identificação de problemas comuns, que podem ser combatidos com o associativismo.

“Entendemos que pautas acabam ganhando mais força quando trabalhadas em conjunto. E é por isso que a associação surgiu”, comenta.

Podem ser admitidas cervejarias que produzem até 3 milhões de litros por ano – uma média de 250 mil litros ao mês – e tenham sede num dos municípios já citados.