O relato de um brasileiro que testou o BeerBug

"Funciona para o seu propósito, mas tem muitas coisas que poderia melhorar”

Eric acredita que os problemas do primeiro teste foram pontuais e pretende continuar com o BeerBug (Foto: Divulgação)

Eric acredita que os problemas do primeiro teste foram pontuais e pretende continuar com o BeerBug (Foto: Divulgação)

Mesmo pouco difundido no Brasil, o Beer Bug – engenhoca que monitora a fermentação da cerveja pela internet – foi testado por alguns cervejeiros caseiros do país. É o caso do desenvolvedor de software fluminense Eric Vieira, que utilizou o equipamento durante 15 dias do período de fermentação de uma Dubbel, ainda em maturação. O BeerBug foi matéria na edição 8 da Revista e, na época, Eric contou que adquiriu o equipamento por meio de doação ao site de financiamento coletivo kickstarter.com, mas ainda não tinha recebido o produto.

O primeiro teste realizado apresentou alguns problemas, mas Eric acredita que foram pontuais e que podem ser corrigidos para a próxima produção. A conclusão inicial do cervejeiro é que “o BeerBug funciona para o seu propósito, mas tem muitas coisas que poderia melhorar”.

O processo não foi totalmente monitorado, primeiro por uma falha na atualização da conta do cervejeiro que era antiga, e só foi corrigida quando a fermentação já estava em andamento, e segundo porque a bateria acabou antes de a fermentação terminar.

O BeerBug em funcionamento (Foy

O BeerBug em funcionamento (Foy

“Daria até para carregar, mas como eu não estava no local, não pude. No período que monitorei os dados, de 6 a 22 de agosto, obtive um bom retorno. Achei bem bom para ver e redução da gravidade”, afirma Eric, que também destaca como funcionalidade positiva a possibilidade de acompanhar todas as variações do processo pela internet com gráficos que facilitam a visualização.

O cervejeiro pretende continuar utilizando a engenhoca na produção das próximas cervejas, a única ressalva feita é sobre o código fonte que, segundo ele, poderia ser aberto. “Com acesso ao código eu poderia, por exemplo, aumentar o tempo em que ele envia os dados, e provavelmente, deve ter uma melhora no uso da bateria.”

Reprodução dos dados monitorados durante os 15 dias da fermentação (Foto: Divulgação)

Reprodução dos dados monitorados durante os 15 dias da fermentação (Foto: Divulgação)

 

O valor final do BeerBug adquirido ficou em US$ 180. A doação no kickstarter foi de US$ 149, mas Eric preferiu receber uma versão mais atualizada, conectada via wifi, por isso pagou um pouco mais caro. Os primeiros BeerBugs que chegaram ao mercado transmitiam dados por Bluetooth.

O produto foi desenvolvido pela empresa norte-americana ParasitX e, além do kickstarter pode ser adquirido pelo email Taylor@parasitX.com.

Leia mais: BeerBug, uma engenhoca para os cervejeiros caseiros

BeerBug, uma engenhoca para os cervejeiros caseiros

Aparelho com sonda, conectado via wifi com computador, tablet ou smartphone, monitora dados da cerveja em produção (Foto: Reprodução)

Aparelho com sonda, conectado via wifi com computador, tablet ou smartphone, monitora dados da cerveja em produção (Foto: Reprodução)

Sarah Buogo

Especial para a Beer Art

Com dimensões parecidas com as de um mouse, um novo produto chega ao mercado com a promessa de facilitar a vida dos cervejeiros caseiros. O BeerBug funciona como um hidrômetro digital acoplado a uma espécie de sonda que monitora dados sobre fermentação, temperatura e teor alcoólico. Qualquer pessoa conectada a um smartphone, tablet ou computador com conexão sem fio consegue conferir as informações, se fizer o download do aplicativo. As medições são enviadas a cada 10 minutos sem a necessidade de interferência externa e podem ser compartilhadas com cervejeiros do mundo todo.

O produto foi desenvolvido pela ParasitX, de Courtland (Virgínia/EUA), com financiamento pelo site kickstarter.com. Com o interesse dos internautas, a equipe arrecadou quase o triplo do valor necessário para o lançamento. Desde fevereiro, foram vendidas 600 unidades.

Em entrevista à Beer Art, o diretor-geral da ParasitX, Taylor McClenny, explicou: "Levamos meses para chegar ao produto final. Em 2013, criamos o protótipo mas percebemos que ainda tínhamos o que melhorar e não desejávamos sacrificar a qualidade. Por isso atrasamos em nove meses o lançamento do BeerBug".

Veja vídeo da empresa ParasitX que explica como funciona o BeerBug:


O BeerBug ainda é pouco difundido no Brasil. Há quem adquiriu o dispositivo com doações ao kickstarter, como é o caso do desenvolvedor de software fluminense Eric Vieira, que produz cerveja em casa e aguarda com expectativa a entrega do produto. "Acredito que vai melhorar bastante a análise do processo da fermentação e maturação". A doação de Eric foi de US$ 149.

Quem preferir adquirir diretamente com a empresa, ao custo de US$ 250 (mais eventuais taxas), pode enviar email para taylor@parasitX.com

Site oficial com informações do produto: www.thebeerbug.com