Cervejaria Alright Brewing Co. reforça o mercado curitibano

"Mescla de bar, beer garden e fábrica" abre as portas com quatro rótulos

A busca de altos índices de drinkability foi um dos principais fatores levados em conta (Foto: Divulgação)

A busca de altos índices de drinkability foi um dos principais fatores levados em conta (Foto: Divulgação)

A Alright Brewing Co., definida como uma "mescla de bar, beer garden e fábrica", abre as portas em Curitiba. A cerveja artesanal é a essência da experiência oferecida. Os quatro rótulos iniciais foram concebidos com a busca de alto índice de drinkability, ou seja: sentir-se à vontade para beber bem e com qualidade.

Assinadas pelo mestre-cervejeiro Marcos Marcelino, que costuma estar presente no local para explicar o conceito das cervejas e sugerir as melhores harmonizações, a Alright oferece os seguintes rótulos: After Dusk (Mild Ale), Cut the Bull (S.M.A.S.H. APA), Voll Bock (Weizenbock) e Okie Dokie (Hop Lager). Marcelino explica:

“O grande diferencial é a experiência! Na Alright, temos um conjunto de cervejas que dificilmente são encontradas por aí. Nesse sentido, a fábrica é importante para esse trabalho: o dry hopping – processo onde é feita a adição de lúpulo à cerveja durante o período de fermentação – potencializa os aromas e intensifica a experiência de cada um dos produtos utilizados. A ideia é ter seis rótulos até dezembro e, posteriormente, chegar a oito fixos. Na sazonalidade, queremos contar com dois a quatro itinerantes em nossas torneiras.”

Com o maior bar da fábrica do Paraná, com cerca de 1.500 m², a Alright tem números de primeira linha para sua produtividade: uma triblock de 1.000 litros, com capacidade de produzir até 66 mil litros/mês.

Frederico Luz, sócio-proprietário da Alright, destaca:

“Iremos começar com uma capacidade de adega de 29 mil litros. Dimensionamos a fábrica para atender à demanda das cervejarias ciganas, por isto temos fermentadores que vão de 1.000 até 4.000 litros.”

Todos os rótulos da Alright serão envasados em garrafas e latas.

“No último trimestre desse ano, devemos ter o envase em vidro. Em lata, deve chegar no primeiro trimestre de 2019”, projeta Frederico. “Entre 15 e 20% da produção mensal dos nossos rótulos de linha serão envasados para alavancar a distribuição em Curitiba e região metropolitana. Após a consolidação no interior paranaense, devemos abrir o mercado para SC e SP.”

As primeiras cervejas

After Dusk - É o carro-chefe da Alright. Com 3,1% de teor alcoólico e coloração escura focada no malte, o enfoque é nas notas de nozes, avelãs e um retrogosto leve de tostado.

“Temos pessoas de São Paulo que querem buscar growler aqui, para um grupo de estudos para juízes. O estilo Dark Mild em Curitiba é exclusivo na Alright”, enfatiza Marcelino. "Essa cerveja traz consigo um contexto histórico: tem origem na Grã-Bretanha do século 17. O termo “mild” refere-se a cervejas frescas e jovens, não envelhecidas. Era conhecida à época como a cerveja consumida pela classe operária inglesa. “Apesar da coloração ‘assustar’, você está tomando algo mais leve que uma pilsen, nada encorpada. Harmoniza com um churrasco americano. É uma cerveja bem fácil de beber.”

Cut the Bull (S.M.A.S.H. APA) - Só um malte e só um lúpulo, com cevada de primavera escocesa. O mestre-cervejeiro lembra que existem dois tipos de cevada: a de primavera e a de inverno.

“No caso da primavera, o malte feito com essa cevada proporciona uma cerveja mais adocicada, com toques de mel. Nós trouxemos esse malte de primavera, utilizando um lúpulo Mosaic, norte-americano, que trouxe uma complexidade interessante à cerveja: notas tropicais e cítricas”, observa.

A Cut the Bull é uma American Pale Ale dourada, com colarinho denso e cremoso. Foram feitas adições tardias de lúpulo e trabalho adicional de dry hopping, que intensificou os aromas frutados. O estilo origina-se de uma adaptação do English Pale Ale, que dá popularidade das IPAs (Irish Pale Ale), foi a mais conhecida das cervejas artesanais americanas.

Voll Bock (Weizenbock) - É a mais pesada das cervejas oferecidas na Alright, com teor alcoólico de 7%.

“É ideal para o inverno, pois apresenta um corpo denso e colarinho cremoso. Apresenta amargo baixo - 24 IBU – porém ainda apresenta complexidade”, reflete Marcelino.

O destaque é a alta fermentação: traz no sabor nuances de banana passas, ameixas e mesmo tutti-frutti, graças aos maltes escuros. A Weizenbock é um estilo tipicamente alemão, originária das Bockss, porém utilizando como base uma receita de weizenbier tradicional.

Okie Dokie (Hop Lager) - É a mais próxima das popularmente chamadas de Pilsen, conhecida também como American Lager. Leva um dry hopping de lúpulos americanos, o que a deixa mais aromatizada.

“Os grãos possuem um mix, alguns de Curitiba (PR) e outros de Taubaté (SP), de uma empresa francesa que faz malteação aqui. É uma cerveja puro Malte Extra clara, que se origina do estilo base Cream Ale. É carbonatada, o que faz você sentir bem os sabores dela. Traz notas aromáticas cítricas, herbáceas e uma sensação de refrescância”, conta Marcelino.

De origem americana, a Cream Ale surgiu como alternativa às tradicionais Pilsners durante a lei seca nos EUA. Após este período, o estilo ganhou força e hoje é caracterizado por ser uma cerveja fresco, com um colarinho denso e cremoso, onde os sabores do malte e do lúpulo se completam sem se sobreporem um ao outro. Uma Standard American Lager, porém com mais personalidade.