Cade aprova compra da Brasil Kirin pela Heineken

Mercado da cerveja no Brasil fica concentrado em três grupos

A linha da Brasil Kirin tem marcas que estão entre as pioneiras das artesanais no Brasil, como a Baden Baden e a Eisenbahn (Foto: Divulgação)

A linha da Brasil Kirin tem marcas que estão entre as pioneiras das artesanais no Brasil, como a Baden Baden e a Eisenbahn (Foto: Divulgação)

Está concretizado a compra da Brasil Kirin pela Heineken. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu pela aprovação, sem restrições, conforme decisão publicada no despacho SG 566/2017, assinado eletronicamente pelo superintendente-geral Eduardo Frade Rodrigues. A Heineken também demonstra apetite fora do Brasil. Em 4 de maio, anunciou a aquisição do controle total da norte-americana Lagunitas, um símbolo para os apreciadores de artesanais.

A holandesa Heineken anunciou em fevereiro a aquisição da Brasil Kirin por 664 milhões de euros (equivalentes aos R$ 2,2 bilhões), o que elevará sua participação no Brasil de 9% para 17,4%, de acordo com dados da Nielsen. O negócio eleva a Heineken da terceira para a segundo colocação em participação de mercado, atrás apenas da Anheuser-Busch InBev (AB InBev), que tem em torno de 67%. O mercado fica concentrado em três grandes grupos (o terceiro, o Petróples, tem 12%). Uma fatia pequena, embora crescente, fica com as centenas de cervejarias artesanais.

A Heineken atua no Brasil com as marcas Heineken, Sol, Bavaria, Kaiser e Amstel. A Brasil Kirin opera nos mercados de cerveja e bebidas não alcoólicas no Brasil com marcas como Schin, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, Cintra e Glacial.