O novo conceito da Copa Cervezas de América

Programação do concurso cervejeiro no Chile em 2018 adiciona vivências cervejeiras

 A Copa é "um grande evento que inclui a competição, a Conferência de Cervejeiros e a Exposição de Provedores da Indústria", diz Daniel Trivelli (Foto: Divulgação)

A Copa é "um grande evento que inclui a competição, a Conferência de Cervejeiros e a Exposição de Provedores da Indústria", diz Daniel Trivelli (Foto: Divulgação)

 

Destino tradicional dos apreciadores de vinho, o Chile também é uma grande aposta para quem quer conhecer mais sobre cerveja. Isso é o que propõem os organizadores da Copa Cervezas de América. Em sua 7ª edição - consolidada como o maior concurso cervejeiro da América Latina em número de países participantes -, a Copa assume o desafio de apresentar Santiago como um destino cervejeiro. Para isso, além do tradicional concurso e da conferência, vai oferecer aos participantes do evento uma semana de vivências cervejeiras. As atividades vão desde visitas a cervejarias, até degustações guiadas por expoentes do meio. O presidente da Copa, Daniel Trivelli, fala sobre este novo conceito e convida os brasileiros a conhecerem o lado cervejeiro do Chile.

 

Qual é a grande mudança proposta pela Copa Cervezas de América em 2018?

Daniel Trivelli - Antes de falarmos do nosso novo conceito, é importante destacar que, quando falamos em Copa, estamos falando de um grande evento que inclui a competição, a Conferência de Cervejeiros e a Exposição de Provedores da Indústria. São inúmeras atividades, com foco em cultura e educação cervejeira. Para 2018, propomos um novo conceito que vem se somar ao evento. Vamos incluir vivências cervejeiras na programação, o que estamos chamando de “Veja e viva a experiência Copa Cervezas de América”.

O que são as Vivências Cervejeiras?

Daniel Trivelli - Nosso objetivo é transformar o conceito que, até então, era oferecer educação cervejeira para também ser um ponto de encontro do mercado. Estamos trabalhando intensamente com a comunidade de cervejeiros de Santiago para realizar uma atividade atrativa que envolva cervejarias, produtores e interessados em difundir a cena de nossa capital e região. Vamos criar um espaço onde os participantes levem consigo não só o conteúdo das palestras, mas a experiência do que vivenciaram nestes dias.

O que motivou a criação desse novo conceito?

Daniel Trivelli - Queremos envolver mais pessoas nas atividades e, por isso, foi necessário reformular o conceito do evento. Temos em mãos uma cena cervejeira fantástica aqui no Chile. Vamos difundir isso em toda a América. Para começar, escolhemos Santiago e região. Assim, esperamos aproximar os participantes do evento do nosso mercado. É uma troca de experiências única. Essa mudança acompanha a nossa missão de trabalhar e apoiar o crescimento da indústria cervejeira com a cultura da colaboração.

No Brasil, conhecemos o Chile como o país do vinho. O que podemos esperar desse destino cervejeiro?

Daniel Trivelli - É certo que o Chile é um país com muita força na produção de vinhos. Do ponto de vista climático, somos um lugar privilegiado para o cultivo e produção vitivinícola. No entanto, também existe uma tradição cervejeira que vem do século 19, quando imigrantes alemães, belgas e ingleses chegaram em nosso país pela Cordilheira dos Andes e pelo porto de Valparaíso. Eles trouxeram consigo a cultura cervejeira e começaram a produzir e cultivar matérias-primas. Assim como em outras partes do mundo, o Chile sofreu com a concentração da indústria, a ponto de chegarmos a ter apenas uma cervejaria no país. Por sorte, a cultura cervejeira sobreviveu e ressurgiu nos anos 90. Nós, chilenos, abraçamos com força essa nova fase. Em meados dos anos 2000, surgiu uma segunda geração de cervejarias artesanais que trouxeram mais dinamismo e variedade ao mercado. Foi nesse momento que o Chile cresceu tanto na produção quanto no consumo de cerveja artesanal.

O que mais se destaca no mercado cervejeiro chileno?

Daniel Trivelli - Embora o Chile seja um país pequeno, com cerca de 18 milhões de habitantes, possui a maior penetração de cerveja artesanal da América do Sul. A participação de mercado supera 1,7%, sem contabilizar cervejarias como Kunstmann ou Austral. Se as considerarmos, a penetração supera os 3%. Também é um país com maior quantidade de cervejarias per capita e de rótulos por habitante. A cerveja artesanal no Chile é inovadora e ousada. Está em constante experimentação para um público consumidor exigente que busca produtos diferentes e exclusivos.

O que os participantes podem esperar sobre o Concurso que chega à 7ª edição em 2018?

Daniel Trivelli - Nós vamos manter a estratégia que dá certo há sete anos. Isso inclui um time de jurados de primeira linha, de relevância internacional, selecionados a partir de critérios como ética, responsabilidade, experiência e capacidade de entregar uma avaliação que agregue valor ao cervejeiro. Além disso, há os feedbacks onlines, que desde 2015 são nosso diferencial. Qualificados e legíveis, chegam em até uma semana após o encerramento do concurso e não avaliam somente a cerveja, mas sugerem melhorias aos cervejeiros. Fomos o primeiro concurso a desenvolver um sistema eletrônico de avaliação. Também manteremos nossos Centros de Recepção de Amostras em diversos países. No Brasil, nossa parceira é a Realli Insumos Cervejeiros, em São Paulo. É o segundo ano em que trabalhamos juntos. As amostras são mantidas em câmara fria. Em termos de estrutura e organização, estamos preparados para receber mais de 2 mil rótulos e esperamos a participação de mais de 500 cervejarias de toda a América. Para a Conferência e a Expo, esperamos um crescimento grande, cerca de 60% de participação de outros países além do Chile, como Brasil, Argentina, Peru, Equador, Uruguai, entre outros.

Como você define a participação de cervejas brasileiras na Copa nestes sete anos?

Daniel Trivelli - O Brasil é o país que mais participa da Copa desde 2015. Em 2016 e 2017, se aproximaram em número de participantes os Estados Unidos e a Argentina, tornando o evento mais competitivo. Mesmo assim, o desempenho do Brasil manteve-se exitoso, ganhando medalhas de maneira consistente e constante.

Por que os cervejeiros brasileiros não podem deixar de ir ao Chile em 2018?

Daniel Trivelli - Porque os brasileiros fazem uma excelente cerveja e precisam conhecer o que estamos fazendo aqui no Chile. Acredito que é por meio do intercâmbio de conhecimento e de experiências que podemos crescer como indústria e gerar um ambiente saudável para o desenvolvimento. Esse é um convite para que nos conheçam, conheçam os cervejeiros chilenos e os de outras partes da América do Sul. Esperamos todos na Copa.

Quando será a Conferência e onde podemos encontrar a programação?

Daniel Trivelli - A Conferência será nos dias 11, 12 e 13 de outubro, mas as atividades começam no dia 10, com quatro visitações cervejeiras para locais mais afastados de Santiago, em cervejarias emblemáticas. A partir do dia 11, as palestras ocorrem no turno da manhã até o meio da tarde e as visitações seguem no restante do dia por outras cervejarias, bares e bairros cervejeiros de Santiago. Tudo se encerra no sábado, dia 13, com a cerimônia de premiação. A programação para as Vivências cervejeiras será bastante dinâmica e vamos divulgá-la em breve. Para os interessados em receber as informações em primeira mão, basta preencher seus dados neste link: www.copacervezasdeamerica.com/cena-cervejeira-de-santiago. Sobre o concurso, as inscrições vão abrir em 4 junho e devem ser realizadas no site www.copacervezasdeamerica.com. O prazo de entrega das amostras, no Centro de Recepção do Brasil, será até 24 de agosto.