Cervejaria

DeBron Bier lança cervejas engarrafadas

Novidade marca o primeiro aniversário da cervejaria de Pernambuco

Os cinco estilos de cerveja da DeBron Bier agora são oferecidos em garrafas, e com controle de colarinho (Foto: Divulgação)

Os cinco estilos de cerveja da DeBron Bier agora são oferecidos em garrafas, e com controle de colarinho (Foto: Divulgação)

Apresentada como "a primeira cervejaria artesanal essencialmente pernambucana", a DeBron Bier acaba de completar um ano de fundação. Para marcar a data, agora a sua linha está disponível em garrafa. São cinco estilos: Pilsen, Weiss, IPA, Golden Ale e Witbier.

Os sócios, Eduardo Farias, Raimundo Dantas e Thomé Calmon, consideram esta mais uma etapa na "consolidação de Pernambuco no mapa cervejeiro do Brasil, resgatando e aproveitando seu potencial histórico". Comentam que "a primeira cerveja, não somente brasileira, mas das Américas, foi produzida no Recife. Em 1640, Maurício de Nassau trouxe o mestre-cervejeiro Dirck Dicx, que tinha a função de instalar uma cervejaria na casa de Maurício de Nassau, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Três anos depois, quando as obras foram concluídas, a bebida, que antes era restrita à corte, pôde enfim se popularizar no país".

Foi a partir desse fato importante que Thomé, Eduardo e Raimundo se lançaram no empreendimento, a começar pelo nome: DeBron Bier. A expressão, de origem holandesa, é inspirada em “La Fontaine”, nome da casa de Maurício de Nassau e que significa “A Fonte”, em francês. Depois de dois anos de pesquisas e várias visitas a cervejarias do Sul, Sudeste, América do Sul e Europa, os sócios montaram um plano de negócios e criaram a marca, com a preocupação de fabricar um produto de qualidade, seguindo a lei da pureza alemã e oferecendo serviços e produtos de ponta. Como o growler, a régua de degustação, copos e estilos que ressaltam a regionalidade característica do Nordeste, como a mais recente cerveja witbier, produzida a partir da laranja cravo e do coentro.

Até chegar à garrafa, mais estudos e preocupação para aliar novidade e qualidade. Com um design diferenciado, a garrafa da DeBron Bier oferece a facilidade de controlar o creme da bebida, respeitando a quantidade de espuma comum a cada estilo.

Thomé Calmon explica:

“Alguns estilos são mais propícios a formar o colarinho. É mais comum, principalmente, nas belgas, agregando valor não apenas ao sabor, como também ao visual da bebida.”

Eduardo Farias acrescenta:

"A espuma é responsável por manter o sabor característico, o amargor, a temperatura, assim como ajuda na liberação do aroma. Por isso que para as cervejas artesanais o colarinho é muito importante, já que o intuito é proporcionar interação entre todos os sentidos. A espuma faz parte da degustação.”

Até então, as opções da DeBron Bier só eram encontradas em choperias e podiam ser levadas para casa também por meio do growler, um recipiente de vidro em formato de galão que consegue conservar o chope por até cinco dias, sem alterar o sabor e o aroma. Com a pasteurização e envase, agora, a bebida ganha uma sobrevida de, no mínimo, seis meses.

A cervejaria

O espaço, de 600m², contou com a consultoria do mestre-cervejeiro Matthias Rembert Reinold, que atua na área há 33 anos e é formado em Tecnologia Cervejeira pela Universidade Técnica de Berlim, com especialização em Gestão pela Qualidade Total pela Japanese Union of Scientists and Engineers, no Japão. Entre as opções de receitas, elaboradas durante três meses de pesquisas, destaque para as cervejas e chopes premium, como por exemplo a Weizen, uma cerveja de trigo, de alta fermentação, coloração amarelo escuro e ligeiramente turva, com espuma abundante e sabor intenso.

Atualmente, a marca conta ainda com nomes como o mestre-cervejeiro Ilceu Dimer, que começou na área com apenas 19 anos, em 1978. Hoje, aos 57, tem uma vitoriosa trajetória no mundo da cerveja, depois de muitos prêmios conquistados e, sobretudo, boas receita. Começou na antiga cervejaria Brahma, de Porto Alegre, no laboratório de microbiologia, no qual trabalhou quase 20 anos. Depois disso, ficou mais oito anos na Kaiser de Gravataí, também Rio Grande do Sul. Também faz parte da equipe o mestre-cervejeiro Luciano Fialho, que já atuou na Ambev de sete estados, entre os quais São Paulo e Minas, além de ter se formado na UCL Bélgica.