A Duvel da paranaense Anhangava

Strong Golden Ale, a Rudá combina a mitologia tupi-guarani com a tradição belga

A Rudá, com 7,8% de teor alcoólico, é fabricada com levedura belga e lúpulos americanos (Foto: Divulgação)

A Rudá, com 7,8% de teor alcoólico, é fabricada com levedura belga e lúpulos americanos (Foto: Divulgação)

A cervejaria montada pelos empresários José Pedro Duarte e Márcio Netto em Quatro Barras (PR) usa um nome em tupi-guarani. Anhangava significa “Morada do Diabo” − figura que na língua flamenga se chama Duvel, nome de uma clássica Ale belga. Pois foi esta cerveja que inspirou uma das principais criações da cervejaria paranaense.

Fabricada com levedura belga e os lúpulos americanos Northern Brewer e Fuggles, tendo 7,8% de teor alcoólico, a Rudá tem sua fórmula baseada no estilo de Strong Golden Ale. Com a grande adição de lúpulo, é uma bebida de sabor forte e alto teor alcoólico, com ésteres frutados que dão um gosto de laranja, pera ou maçã.

A mais notória representante desse estilo, a Duvel, é produzida pela cervejaria Moortgat desde o fim da I Guerra Mundial (1914-18). Teria sido batizada por um sapateiro e amigo da família dona da cervejaria. Chamado Van De Wouwer, ele descreveu o estilo como "um diabo", por causa da graduação alcoólica, em torno de 8,5%.

Já o nome Rudá remete à deusa do amor, também na cultura indígena. Ela é comparada a deusa Hathor, da mitologia egípcia, ou Afrodite, da grega. A Rudá está disponível em garrafas de 310 e 600 ml, além do formato chope em bares e estabelecimentos especializados de Curitiba (PR), como Adega Muf’s Batel e Sanduicheria Porco Nobre, e outros municípios da região metropolitana paranaense.