África, uma cerveja com sorgo

Foreign Extra Stout é fruto da colaboração entre as cervejarias gaúchas Selva Brasil e Continente

Cerveja África traduz no rótulo as fortes características do estilo Foreign Extra Stout (Foto: Divulgação)

Cerveja África traduz no rótulo as fortes características do estilo Foreign Extra Stout (Foto: Divulgação)

Fruto da colaboração entre as cervejarias gaúchas Selva Brasil e Continente, a África é uma Foreign Extra Stout com ingrediente inusitado para as cervejas brasileiras: o sorgo. Lançada este mês, ela usa este grão para caracterizar o continente africano, de onde é originário e muito usado para alimentação e produção de cervejas.

Além de identificar a cerveja com o continente, o sorgo, aumentou o teor alcoólico da bebida (Foto: Divulgação)

Além de identificar a cerveja com o continente, o sorgo, aumentou o teor alcoólico da bebida (Foto: Divulgação)

"A ideia era homenagear um continente, e aí escolhemos a África. O passo seguinte foi uma pesquisa para sabermos como caracterizar a bebida. Achamos o sorgo, que casou perfeitamente com o produto e com o conceito que queríamos", destaca Manoela Kasper Braghini, uma das fundadoras da Selva.

Manoela explica que, mesmo sendo fabricada com sorgo (que não contém glúten), a cerveja leva também cevada e por isso é contraindicada para celíacos.

Com rótulo desenhado pelo tatuador Edward Khan, a cerveja África é uma edição limitada (somente 350 garrafas). Apresenta notas de café, chocolate, amêndoas e rapadura. O acréscimo do sorgo contribuiu para aumentar o teor alcoólico (7%).

Quatro rótulos fazem parte do portfólio permanente da cervejaria (Foto: Divulgação)

Quatro rótulos fazem parte do portfólio permanente da cervejaria (Foto: Divulgação)

A cervejaria

A microcervejaria de Cachoeira do Sul (RS) está no mercado desde o início deste ano e conta com uma produção mensal de 4 mil litros. Cinco rótulos compõem o portfólio, entre eles a África. Cada rótulo representa uma "selva" diferente, e a ilustração é pensada de acordo com o estilo da cerveja.

O nome surgiu de um trocadilho feito pelos sócios, Manoela e Eduardo Brasil. “ Na brincadeira falávamos “celva”, em vez de cerva e ceva. A expressão pegou. Quando a coisa ficou séria e a cervejaria saiu do papel, resolvemos apostar no trocadilho. Celva virou Selva”, explica Manoela.