As cervejarias mais brindadas no Mondial

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Um dos momentos mais esperados na edição Rio de Janeiro do Mondial de La Bière, entre 14 e 17 de novembro, foi o MBeer Constest Brazil, que premiou as melhores cervejas expostas no festival. As cervejarias Wäls, de Belo Horizonte, Bodebrown, de Curitiba, e Colorado, de Ribeirão Preto, foram as mais premiadas. Juntas, conquistaram 11 das 15 medalhas distribuídas, inclusive as duas da categoria mais alta, as Platinum.

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Segundo Tiago Carneiro, sócio da Wäls, foi uma grande surpresa sair como maior premiada do Mondial, com quatro ouros e uma Platinum. “Não esperava, de jeito nenhum”, confessa. "Não porque duvidemos da nossa capacidade, mas nunca tivemos esse foco de ficar mandando cervejas para concurso. E cada dia fica mais difícil, porque tem muita gente boa fazendo cerveja aqui no Brasil. As cervejas não dizem que somos melhores, mas dizem que estamos no caminho certo.”

Segundo Tiago, a cervejaria já ganhou outros prêmios internacionais, mas há um prazer especial em vencer dentro de casa. “Aqui é nossa terra, é onde a gente realmente trabalha”, diz. A medalha Platinum foi conquistada com uma interpretação da Wäls da Petroleum, receita de cerveja Imperial Stout nascida com a DUM Cervejaria, de Curitiba, no Paraná.

Para Samuel Cavalcantti, o sentimento também é de extrema felicidade pela premiação. “Ganhar medalha é muito bom. Mas o importante é quando a gente está dentro da fábrica, com peracético, com luvas, equipamento de proteção. A premiação diz que estamos no caminho certo. Mas o que faz o ‘monge’ mesmo é o trabalho diário. Então, ter ganho medalha não me faz diferente de todos aqui, porque todos temos o dia de trabalho igualmente”, diz o proprietário da Bodebrown.

MBeer Constest Brazil consagrou a Wäls (3º a partir da esq.), a Colorado (1º à esq.) e a Bodebrown (1º à dir.) no Mondial de La Bière. (Foto: Divulgação)  

MBeer Constest Brazil consagrou a Wäls (3º a partir da esq.), a Colorado (1º à esq.) e a Bodebrown (1º à dir.) no Mondial de La Bière. (Foto: Divulgação)  

O júri

Uma das características do concurso do Mondial de La Bière é que as cervejas todas disputam a mesma premiação, independentemente de estilos. O que é avaliado pelos jurados é a harmonia do conjunto e até mesmo o prazer que a cerveja proporciona. As cervejas são premiadas com Medalhas Platinum, para as excepcionais, e Gold, para as mais pontuadas.

O corpo de jurados da edição Rio de Janeiro foi composto por nomes de peso internacional, como Serge Noel, coordenador do concurso, os proprietários das cervejarias italianas Teo Musso (Baladin) e Giovani Campari (Del Ducato) e o inglês Tony Forder, da Ale Street News, uma das maiores publicações norte-americanas sobre cerveja. Isso para não falar dos superqualificados brasileiros, o sommelier Gustavo Miranda e as sommelières de cervejas Katia Jorge e Tatiana Spogis, terceira colocada no Campeonato Mundial de Sommeliers de Cerveja realizado em setembro na Alemanha.

De acordo com Tatiana, também diretora de marketing da importadora Bier & Wein, a degustação inteira é realizada às cegas, em copos de vidro preto, e os jurados não recebem informação nenhuma sobre as cervejas. “O concurso é maravilhoso. A gente teve desde cervejas superleves até extremas sendo premiadas, o que é muito bacana desse tipo de avaliação. Avaliamos realmente harmonia do produto e não se está dentro ou fora do estilo”, conta.

Para ela, foi especialmente bom atestar a qualidade da produção nacional. “Ver como todas as cervejarias brasileiras estão fazendo um trabalho incrível, fazendo receitas redondinhas, é muito bacana”, completa.

 

O grande prêmio do público

No domingo, último dia do Mondial de La Bière, houve o anúncio do Concurso Público MBeer, que condecorou as cervejas eleitas pelo público do festival. A campeã foi novamente a Wäls Petroleum, da cervejaria de Belo Horizonte. O segundo lugar ficou com a Insana Gold, da Cervejaria Insana, de Palmas, no Sul do Paraná, e o terceiro com a Niña, Witbier com raspas de limão siciliano e coentro, da cervejaria Jeffrey, do Rio.

“Esse é o melhor reconhecimento que a gente pode ter”, diz o sócio proprietário da cervejaria Pedro Reis, que confessou estar surpreso. “Foi insano”, diz. “A Gold é uma cerveja sem estilo definido. A gente a criou pensando no sabor, e não em enquadrar em um ou outro tipo. Fizemos a cerveja que a gente gosta de beber, e o público também aprovou essa ideia insana.”

 

 

Confira a lista de premiados no MBeer Contest Brazil

 

Medalhas de Platina
Colorado:
Colorado Ithaca Oak Aged, Ribeirão Preto
Wäls: Wäls Petroleum, Belo Horizonte

 

Medalha de ouro

  • Colorado: Colorado Ithaca, Ribeirão Preto
  • Coruja: Labareda, Porto Alegre
  • Dortmund Ltda.: Nostradamus, Amparo
  • Invicta: Invicta Imperial India Pale Ale, Ribeirão Preto
  • Noi: Noi Nera, Niterói
  • Bodebrown: Bodebrown Black Rye IPA, Curitiba
  • Bodebrown: Bodebrown Hop-Weiss, Curitiba
  • Bodebrown: Tripel Montfort, Curitiba
  • Wäls: Stadt Jever, Belo Horizonte
  • Wäls: Wäls Quadruppel, Belo Horizonte
  • Wäls: Wäls Trippel, Belo Horizonte
  • Wäls: Wäls Witte, Belo Horizonte
  • Bodebrown / Stone Brewing Co.: Cacau IPA , Colaboração Brasil e EUA

 

Confira a lista de premiados no Concurso Público MBeer

1º - Wäls: Wäls Petroleum, Belo Horizonte

2º - Insana: Insana Gold, Palmas

3º - Jeffrey: Niña, Rio de Janeiro