A próxima cerveja da Usina Schornstein

Depois da Session IPA, parceria com escola leva às lojas Catharina Sour em latas

 Session IPA foi o primeiro lançamento da incubadora mantida pela cervejaria e pela escola (Foto: Divulgação)

Session IPA foi o primeiro lançamento da incubadora mantida pela cervejaria e pela escola (Foto: Divulgação)

Unir a visão inovadora de estudantes de cerveja à história de mais de uma década de uma cervejaria e levar ao consumidor essas inovações foi o objetivo do lançamento da Usina Schornstein. O programa, parceria entre a marca de Pomerode (SC) e a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), chega em maio à sua segunda rodada. Depois da Session IPA, é a vez de uma Catharina Sour.

Serão, ao todo, quatro produtos. Em todos, os estudantes que idealizaram a receita serão convidados a participar do processo de fabricação, trazendo vivências inéditas para os seus currículos. A Schornstein, por sua vez, leva os produtos ao mercado através dos seus mais de 2 mil pontos de vendas em todo o Brasil. Parte do lucro com a comercialização retorna para a Escola em forma de bolsa de estudos para a graduação em Engenharia de Produção Cervejeira, primeira do mundo fora da Alemanha.

A receita da Catharina Sour foi escolhida através de um concurso interno dos alunos da ESCM, que selecionou a criação de Heverton Carrara, Mauricio Oliveira Gois, Guiomar Borchardt, Rodrigo Tavares, Euclides Baptista e Tiago Chaves Alves. O rótulo levará Cupuaçu. A previsão de chegada ao mercado é maio deste ano, também em lata.

A Session IPA chegou às prateleiras em janeiro, e conforme os envolvidos o impacto superou as expectativas. Adilson Altrão, diretor da Schornstein, comenta que o saldo positivo nas vendas foi um dos indicadores atingidos:

“Todo o processo foi muito bacana. Termos abertura para ouvir os alunos, tê-los conosco com as suas visões externas e produzir um item diferente, que não está no nosso mix, nos trouxe vivências bastante proveitosas.”

Para o diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte, Carlo Bressiani, a interação entre os alunos e o mercado, que já faz parte da experiência proporcionada pela instituição, ganhou um importante protagonista:

“O Usina Schornstein já é, para os nossos alunos, mais um motivador. Eles se dedicam e estudam as receitas que inscreverão na seleção. Depois, acompanham os processos e retornam para a sala com muito conteúdo para compartilhar com os colegas.”

O resultado do programa já tem também outro beneficiário: o programa de bolsa de estudos para os alunos do curso de graduação em Engenharia de Produção Cervejeira, cuja primeira turma que iniciou em fevereiro de 2018.

“Ficamos muito felizes em contribuir para a profissionalização do mercado cervejeiro através deste repasse. O Usina Schornstein foi pensado para que todos os envolvidos ganhassem e é isso que estamos vendo na prática”, finaliza Altrão.

A Schornstein surgiu em 2006 na "cidade mais alemã do Brasil". O nome da marca significa chaminé, uma das características do prédio onde foi fundada. A matriz da cervejaria fica em Pomerode (SC), onde são produzidos os os rótulos IPA, APA, Bock, Weiss, Pilsen Natural, Pilsen Cristal, Stout, Witbier, APA, Imperial IPA e Schornstein Soul.

A Escola Superior de Cerveja e Malte, com mais de 4,5 mil alunos formados em três anos de atuação, apresenta-se como "a primeira e única instituição de ensino superior especializada na bebida da América Latina". É parceira da alemã Doemens Academy. Oferece cerca de 90 cursos diferentes, em mais de 200 turmas já realizadas. Na sede, em Blumenau (SC), além das salas de aula, estão disponíveis oito laboratórios voltados para o ensino de cerveja.