Novo bar Pátio SP abre as portas na Vila Madalena

Casa oferece "cardápio com comida afetiva", coquetéis e samba de raiz

Cardápio diversificado se inspira na comida caseira (Foto: Cris Cartacho/Divulgação)

Cardápio diversificado se inspira na comida caseira (Foto: Cris Cartacho/Divulgação)

Olhares curiosos estão atentos à movimentação que se instala na esquina das ruas Mourato Coelho com a Wisard, na Vila Madalena. No ponto privilegiado, grandes portas envidraçadas separam a calçada de um novo bar, que remete à descontração de uma praça: o Pátio SP, recém-inaugurado no bairro paulistano. As opções de cervejas artesanais são Júpiter Tanger Witber, Coruja Viva Lager e Way Cream Porter.

A casa, com a proposta de convidar à conversa jogada fora, ao bem-estar, ao culto à música de qualidade, retrata o perfil do paulistano na recente ocupação dos espaços públicos, na preocupação com o verde e com a sustentabilidade. Tem bancos feitos a partir de paletes, garrafas recicladas penduradas, grafites nas paredes e um grande jardim vertical.

Para Christian Caballero e Victor Gambardella, sócios da casa, “o Pátio SP vem ao encontro do desejo das pessoas de frequentarem um ambiente tranquilo, com boa comida e bebida, com um som de qualidade”.

O cardápio resgata itens como "sanduíche de carne louca", batatinha vinagrete, pavê de chocolate e gelatina colorida.

A proposta da cozinha é simples: uma comida caseira que desperte boas lembranças. Uma revisita a clássicos da memória afetiva que vão da carne louca ao pudim de leite. O cardápio enxuto abriga petiscos e têm descrições que aguçam a curiosidade e o paladar dos clientes, como por exemplo: sandubinha de carne louca, coalho com melado, Hamburguinho no capricho, Três Pastéis (carne, queijo, pupunha / 9 unidades), batatinha vinagrete, costela de porco com batata rústica, bolinho de bacalhau de Mirandela – receita exclusiva do chef, frango a passarinho. Para finalizar, o Pudim clássico com baunilha de verdade, queijadinha com cocada, Pavê de chocolate da Vó Aurora e gelatina colorida da Tia Nica.

A feijoada será servida apenas aos sábados, quando também haverá música ao vivo, com samba de raiz.

À frente do bar, o Pátio SP conta com o bartender João Vieira, que está entre drinques, copos e bebidas desde 1999. De lá para cá, além de consultorias, já comandou bares de casas como churrascaria Montana, Eñe e La Maison Est Tombée. Agora a ideia é oferecer bebidas e drinques que passeiam entre os clássicos, autorais e especialidades do Pátio SP; uma seleção inspirada em pontos turísticos da cidade, como Viaduto do Chá, por exemplo, e em brasilidades, como a rapadura.

“Temos um menu atualizado, com bebidas de primeira linha e processos que prolongam a qualidade e a boa experiência do cliente”, afirma Vieira, também gerente de Alimentos&Bebidas da casa.

Uma das propostas é ter bebidas artesanais feitas no local. É o caso da vodca infusionada com amora - que aparece no drinque Pátio do Colégio (vodca com infusão de amoras, purê de morangos, lichia, aipo e bitter de laranja, a R$ 24) e a cachaça envelhecida com chá mate, usada para fazer o Viaduto do Chá (cachaça com infusão de chá mate, limão, maracujá e xarope de gengibre, por R$ 24).

O cardápio de bebidas inclui a caipirinha Morena, com destaque para o ingrediente bem brasileiro: a rapadura. Ela é feita com cachaça envelhecida em umburana, limão taiti, suco de limão siciliano e rapadura. Entre os tônicos, um dos destaques é o Mourato Coelho – Gim Bulldog, licor Frangélico, perfume de absinto, anis estrelado, laranja e água tônica: o absinto dentro de um borrifador é colocado na bebida, na frente do cliente.

Além das cervejas artesanais, há lugar para um chope claro, Black e Colorado e cervejas Original e Stella Artois.

Para quem não curte bebidas alcoólicas ou é o motorista da vez, a sugestão é o refrescante mojito, que tem o apelido de Mó Suave - hortelã, limão, água com gás e açúcar.

Ambiente

Materiais simples, comuns a áreas externas, criaram um espaço interno diferente, para que as pessoas se sintam integradas com o exterior.

“A ideia é brincar com a sensação dos clientes, o que fortalece o conceito de pátio: perceber o entardecer, sentir a brisa e enxergar as árvores”, explica Thiago Passos da YBYPY Arquitetura, que, com Débora Cunha, assinou o projeto.

A arquitetura estimula que os clientes se sintam integrados à rua (Foto: Cris Cartacho/Divulgação)

A arquitetura estimula que os clientes se sintam integrados à rua (Foto: Cris Cartacho/Divulgação)

 

A cor crua das madeiras de paletes em mesas, cadeiras, bancos corrimão e palco domina o ambiente. O cimento queimado no chão e no bar completa o ar rústico. Mais de 300 garrafas recicladas transparentes organizadas e penduradas no teto conferem certo movimento.

Na valorização do contato com a natureza, acima do balcão do bar uma “parede verde” de 95 m² e com vários tipos de plantas, como samambaia, mescladas a paletes de madeira dão um charme especial. A maior parte da iluminação do balcão feita com mais de 150 garrafas de vidro vermelhas penduradas por fios também vermelhos, completa de maneira harmoniosa o visual.

Acima do palco, um mural com grafite colorido com 85 m² contrasta com as mesas e cadeiras. A sensação é de se estar sentado em uma praça observando as casas ao entardecer. Os artistas Clóvis Davino da Silva, o Chumbo, e Claudemir Silva, conhecido como Fera, conseguiram traduzir muita descontração com outro grafite bem colorido, que exalta o rosto de uma mulher.

No alto do salão, um teto retrátil de 50 m² por onde se pode ver a copa de algumas árvores ajuda a se sentir em uma praça. Nas noites de céu aberto, a dica é apreciar as estrelas enquanto bate papo com os amigos.


Serviço

  • O quê: Pátio SP Bar
  • Quando: 3ª a 5ª das 17h à 1h, 6ª das 17h as 2h, sábado das 12h às 2h e domingo das 12h às 23h
  • Onde: Rua Mourato Coelho, 1.272, Vila Madalena, São Paulo (SP)