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A fechada Coreia do Norte tem seu 1º festival cervejeiro

Festival é realizado ao lado de um restaurante flutuante iluminado, nas margens do Rio Taedong (Foto: Reprodução)

Festival é realizado ao lado de um restaurante flutuante iluminado, nas margens do Rio Taedong (Foto: Reprodução)

Divulgar as cervejas Taedonggang e melhorar a imagem do país são o objetivo da festa

Para um dos regimes mais fechados do mundo, a cultura cervejeira é destoante. Mas, no caso da Coreia do Norte, não a impediu de realizar o seu primeiro festival da cerveja. O evento, aberto em 12 de agosto e previsto para durar três semanas, em Pyongyang, a capital, faria parte de uma estratégia de melhorar a distribuição de cerveja, como também a imagem do país, sob pressão internacional.

 
 

O festival foi descrito pelo site NK News, organização americana com repórteres na Coreia do Sul e que cobre os assuntos do lado Norte a partir de relatos coletados de visitantes vindos do país e de informações da agência oficial de notícias norte-coreana. Conforme texto assinado pela repórter Dagyum Ji, a emissora estatal de TV mostrou o festival sendo realizado ao lado de um restaurante flutuante iluminado, nas margens do Rio Taedong. Servidos por garçonetes em uniformes em azul e branco, apreciadores locais e turistas estrangeiros brindaram com cerveja local e saborearam pães ao estilo ocidental, nozes e petiscos e assistiram a shows. Como se fosse uma festa germânica, houve até desafios como o do teste cego para adivinhar a cerveja.

"É um testemunho do poder universal de um par de cervejas geladas, em uma noite quente, de fazer as pessoas se dar bem umas com as outras", comentou Simon Cockerell, gerente-geral da Koryo Tours, agência chinesa que levou ao evento uma centena de turistas.

Um dos propósitos do festival foi apresentar as melhores cervejas produzidas pela cervejaria Taedonggang, fundada pelo falecido ditador Kim Jong Il, pai do atual, Kim Jong-un. Uma oportunidade de mostrar as "mundialmente famosas cervejas Taedonggang" de forma ampla e aumentar a sua competitividade, em palavras atribuídas ao diretor-geral do Departamento de Serviços Públicos, Choe Yong Nam, na abertura da cerimônia.

O festival tem um papel de propaganda, ao mostrar uma celebração com feições de uma "Oktoberfest do Norte," em um momento de pressão internacional sobre a Coreia do Norte. O regime sofreu sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU como reação a testes nucleares e ao lançamento de um foguete de longo alcance.

O evento se realiza das 19h até a meia-noite, durante cerca de 20 dias. Um segundo festival está programado para ocorrer em setembro.