Cervejaria

Cervejeiro da Eggenberg testemunha a inovação em cervejaria brasileira

Karl Stöhr produz Doppelbock colaborativa com a Cerveja Blumenau

Brassagem na fábrica da Cerveja Blumenau ocorreu em 1º de junho (Foto: Vicente Pfau/Divulgação)

Brassagem na fábrica da Cerveja Blumenau ocorreu em 1º de junho (Foto: Vicente Pfau/Divulgação)

No primeiro dia de junho de 2017, as bandeiras da Áustria e do Brasil coloriram a Sala de Brassagem da Cerveja Blumenau. A empresa catarinense recebeu um dos cervejeiros da Eggenberg, Karl Stöhr, para a produção de uma Doppelbock colaborativa. A cervejaria europeia é uma das mais tradicionais da região, com mais de 300 anos, e esta é a primeira vez que ele esteve no Brasil.

Numa conversa com os diretores da marca, Karl destacou a inovação que encontrou no Brasil.

"Na Áustria, especialmente, temos uma cultura muito tradicional em relação à cerveja. Nós temos nos esforçado muito para mostrar que os sabores vão além da Pilsen e da Lager e encontramos aqui um mercado mais inovador, que encara o desafio de trazer novos sabores para as cervejas e o público recebe bem esses rótulos."

A Eggenberg hoje exporta para 45 países em todos os continentes, exceto a África. Uma das cervejas mais conhecidas da marca é a Samichlaus.

Sobre as cervejas da Blumenau, ele se disse impressionado com a harmonia entre o estilo e o sabor:

"Às vezes provamos algumas coisas que se propõem a ser inovadoras, mas fogem de premissas básicas. Provei todos os rótulos da Blumenau, e o sabor cumpre o que propõe no rótulo e ainda assim consegue impressionar."

A Doppelbock deve ser lançada em setembro no Brasil. Na mesma data, o cervejeiro Fernando Lapolli vai até a Áustria para produzir uma versão na Eggenberg, que levará ingredientes brasileiros como semente de cumaru na composição.