Cervejarias independentes superam as grandes em geração de emprego

Levantamento da Abracerva sobre o quadrimestre retrata a expansão do segmento artesanal

 Carlo Lapolli preside a Abracerva, que busca unir e fortalecer as microcervejarias (Foto: Divulgação)

Carlo Lapolli preside a Abracerva, que busca unir e fortalecer as microcervejarias (Foto: Divulgação)

Com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) divulgou levantamento que mostra a força das pequenas cervejarias para a economia nacional. No primeiro quadrimestre de 2018, as empresas do setor com até 99 empregados tiveram um saldo positivo de 400 postos de trabalho, enquanto as indústrias de maior porte geraram 351. O destaque vai para as indústrias com até quatro colaboradores, que tiveram um saldo de 297 postos de trabalho gerados.

Entre as unidades da federação, o destaque é Santa Catarina. O estado gerou 86 empregos e, entre os mais representativos, é seguido de Rio Grande do Sul (81) e Minas Gerais (37). Só Amazonas e Mato Grosso do Sul perderam postos de trabalho em cervejarias de pequeno porte.

Outro dado relevante é sobre as estruturas com até quatro funcionários, que geraram 297 vagas no período. Apenas em um estado houve mais demissões do que contratações neste porte de cervejaria.

O presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, diz que os números são reflexos das vendas:

“As marcas independentes estão tendo aumento do consumo – e consequentemente na produção e nos empregos – por estarem chegando a mais pontos comerciais. Quando o consumidor entende que a cerveja pode ir além do que está acostumado, geralmente se propõem a provar novos sabores e isso estimula todo o mercado.”

Ainda de acordo com ele, mudanças na questão tributária poderiam ampliar ainda mais as contribuições do setor com os empregos no Brasil.

“Hoje a nossa carga de impostos é muito similar às grandes cervejarias e estamos apresentando o contexto para o Governo Federal com o intuito de buscar adequações”, explica Lapolli.

O Brasil encerrou 2017 com 679 cervejarias artesanais de pequeno porte (37,7% a mais do que em 2016). Integram esse dado indústrias que não têm investimentos de grupos econômicos multinacionais, mantêm o foco na qualidade dos produtos e matérias-primas e produzem até 500 mil litros ao mês. A expectativa da Abracerva é que esse número se aproxime de mil indústrias em 2018.