Maturação

Por Altair Nobre

Cobertura do Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, vinha sendo planejada desde novembro (Foto: Ricardo Jaeger)

Cobertura do Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, vinha sendo planejada desde novembro (Foto: Ricardo Jaeger)

Esta edição especial da BeerArt começou a ser escrita há quatro meses. Recém Blumenau havia secado os barris da Oktoberfest, mandei um email para os organizadores do Festival Brasileiro da Cerveja. O objetivo era apresentar a revista, ainda com menos de três meses de idade, e falar do nosso plano para o evento de março de 2014. Tínhamos a noção de que, para fazer uma cobertura à altura do festival, era importante trabalhar com planejamento e ter tempo para produzir, sem deixar para a última hora.

De nossa parte, foi fundamental a antecipação. De nada ela serviria, porém, sem a outra parte, a cumplicidade dos gestores de Blumenau. E eles foram fantásticos. Você não estaria lendo este texto, se a equipe do Parque Vila Germânica/Secretaria de Turismo tivesse sido acometida pela burocracia e ignorado a oportunidade. Rapidamente compreenderam o projeto, e foram prestativos, a começar pelo gerente de Promoção e Marketing, o jovem Rafael Althoff. Ao testemunhar a competência e o comprometimento de servidores como o Rafael, a gente entende por que o festival se tornou um patrimônio para o país.

A cidade catarinense é estratégica na geopolítica da revolução do lúpulo. E o modelo do evento, com a parceria entre a administração municipal e a iniciativa privada, pode ser um caminho bem-sucedido, no momento em que proliferam no Brasil festas e exposições cervejeiras e se multiplicam também frustrações de consumidores. Encontrar o equilíbrio de maneira a sustentar um festival, sem encarecer o ingresso ou o preço da cerveja, é um desafio, e ele está sendo enfrentado com empolgação por Blumenau, com o Festival Brasileiro da Cerveja.