Minha Cerveja... de Natal

Bia Amorim (Foto: Divulgação)

Bia Amorim (Foto: Divulgação)

Bastou entrar em uma cervejaria para Bia Amorim, 31 anos, render-se ao universo das artesanais. Formada em Hotelaria com pós-graduação em Gestão de Negócios em Serviços de Alimentação, ela dava aulas de Bebidas e Bar nos cursos de Gastronomia e Turismo em uma faculdade de Ribeirão Preto (SP) quando fez uma visita técnica à Cervejaria Colorado.

Duas semanas depois, Bia já estava trabalhando na fábrica, como gerente de marketing. Foram dois anos na Colorado, período em que aprimorou o paladar em um curso de sommelier de cerveja no Senac. Atualmente, Bia tem uma empresa de consultoria em atendimento de excelência, a Por Obséquio (www.porobsequio.com.br), com a qual ministra treinamentos, workshops e promove eventos de harmonização. Fã das cervejas menos lupuladas e dando mais prioridade aos maltes, Bia revelou à BeerArt qual cerveja gostaria de ganhar no Natal:

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“A Duchesse de Bourgogne, uma Flanders Red Ale.

Na verdade, a tarefa de escolher uma
só cerveja foi muito difícil, então escolhi
uma das mais complexas e deliciosas
(e bem diferente das tradicionais!)
que tomei neste ano. Dá para tomar
ela bem devagarzinho!”

 

 

 

Perigosamente refrescante

Marcelo Costa (Foto: Arquivo Pessoal)

Marcelo Costa (Foto: Arquivo Pessoal)

Editor do Scream & Yell, um dos mais influentes portais do país no segmento música e cultura pop, o jornalista Marcelo Costa, 43 anos, morador de São Paulo, cultiva dois prazeres em seu ofício: o rock e a cerveja. As resenhas de shows e discos, críticas de filmes ou livros permeiam todo o site. Há um cantinho, porém, exclusivo do Marcelo, o blog Calmantes com Champagne 2.0, no qual ele costuma registrar em foto e texto as sensações despertadas por cada novo rótulo que degusta.

Para apurar o paladar, o jornalista fez um curso de Beer Sommelier, do qual tirou uma máxima: “a melhor cerveja é aquela que você está bebendo agora. Até porque existem cervejas perfeitas para acompanhar o café da manhã, outras para acompanhar uma salada e até cervejas que caem maravilhosamente bem com sobremesas.”
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Marcelo, contudo, é um apaixonado pelas belgas. “Uma delas, talvez a que abriu os meus sentidos para o universo cervejeiro, ocupa um lugar especial: a belga Duvel é algo simplesmente arrebatador. Aroma complexo, paladar cativante, uma experiência. Seca e perigosamente refrescante, com seus 8,5% de álcool. Elevando o nível de excelência, as versões anuais Duvel Tripel Hop conseguem fazer desta cerveja uma das melhores do mundo.”

 

 

 

 

Bom gosto em família

 

Fábio Pinheiro Franck prefere as American IPAs (India Pale Ale), das cervejarias Brooklin e Green Flash. Entre as nacionais, duas da gaúcha Seasons: Green Cow IPA e Holy Cow ‒ esta criada em parceria com a Green Flash. Sua esposa, Suzana Gabriel, passou a apreciar cerveja por incentivo do marido e do filho, ao participar de tour cervejeiro pela Bélgica em 2007 e de viagem para a Oktoberfest Munique, em 2011. Tornou-se apreciadora das cervejas de trigo. Rafael, 32 anos, prefere uma Imperial IPA e sugere a BottoBier Zoontje.

Ricardo Jaeger

Ricardo Jaeger

Wander Wildner em pose para Ricardo Jaeger

Wander Wildner em pose para Ricardo Jaeger

Luciano Passos por Ricardo Jaeger

Luciano Passos por Ricardo Jaeger


De artista

No meio musical lançar cerveja é tendência. E não é uma manifestação underground: Deep Purple, Rolling Stones, Iron Maiden, AC/DC, Motorhead, KISS, Velhas Virgens, Sepultura, Raimundos e tantos outros nomes já fazem parte do mercado.

No Rio Grande do Sul, Wander Wildner, o primeiro vocalista dos Replicantes e atual ícone do Punk Brega, não ficou só “bebendo vinho” (como diz a letra). Em parceria com a Coruja, lançou a Labareda.

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Duplo talento

Na noite em que a equipe da BeerArt foi recebida pela turma da Associação dos Cervejeiros Artesanais do Rio Grande do Sul, a Acerva Gaúcha, o secretário da entidade, Luciano Passos, se encarregou de assar o churrasco.

Com simpatia proporcional a sua altura (2m1cm), Luciano estava em sintonia com o clima de confraternização e troca de conhecimentos que marcou o encontro dos cervejeiros caseiros.